Comecei com o Diversus, em 2003.
Vieram depois tantos outros lugares, até que este Café se impôs como o sítio aglutinador de todas as palavras.
A vida do escriba mudou entretanto, muito.
Não há já espaço para a escrita de todos os dias, nem espírito para lutar por isso. E nenhum bloguismo resiste ao nada.
Outras formas de partilhar impressões e aspirações tentei, primeiro o Twitter, depois o Facebook.
Concluí que não gosto desses lugares narcísicos.
O Café Clube fecha pois portas, aqui e agora.
Talvez mais adiante volte à escrita em forma de blogue. Ou talvez não.
Mas algo está para mim muito claro: serei sempre leitor dos que melhor sentem e escrevem. Vivam esses.
7.5.10
4.5.10
a candidatura de Manuel Alegre
No anúncio formal da candidatura à presidência da República não vejo apenas o Alegre quixotesco e quase dandy de 2005. Vejo desta vez alguém capaz de ser mais amplo, mais abrangente nos públicos que conseguirá mobilizar.
Terá nenhuma hipótese contra o recandidato Cavaco, mas isso importa menos.
O que mais importa é que se defenda os valores certos, acima de todos os da democracia, do progresso e das liberdades. E nesse terreno Manuel Alegre é o candidato certo de que a Esquerda necessita. Quanto ao país, terá ainda de se ver até onde poderá uma candidatura de valores ir.
Terá nenhuma hipótese contra o recandidato Cavaco, mas isso importa menos.
O que mais importa é que se defenda os valores certos, acima de todos os da democracia, do progresso e das liberdades. E nesse terreno Manuel Alegre é o candidato certo de que a Esquerda necessita. Quanto ao país, terá ainda de se ver até onde poderá uma candidatura de valores ir.
3.5.10
Sócrates a brincar com as vítimas da crise
José Sócrates só pode estar a brincar com quem é vítima da crise, quando decidiu limitar o montante a atribuir dos subsídios de desemprego a 75% do último vencimento líquido auferido pelo desempregado.
Por que critério é esta decisão justa? Moral?
Por exemplo, se alguém tiver tido um vencimento declinante, por ter cessado ou diminuído, sem responsabilidade pessoal provada, a sua componente variável, é legítimo que ainda assim ali se estabeleça o valor de referência para a taxa dos 75%?
E porquê 75% e não 100%, ou 95, ou até 78? Apenas por ser uma cifra redonda?
Quando do debate parlamentar da semana passada, em resposta a perguntas certeiras de Francisco Louçã, Sócrates foi ao ponto de confundir vencimento bruto com vencimento líquido. Hoje, de facto, aplica-se uma taxa de 65% mas sobre o vencimento bruto ponderado, creio que aos últimos 12 meses de actividade do subsidiando.
Eu fico na dúvida: baralhou-se de facto Sócrates, não sabe, ou quis simplesmente manipular?
Por que critério é esta decisão justa? Moral?
Por exemplo, se alguém tiver tido um vencimento declinante, por ter cessado ou diminuído, sem responsabilidade pessoal provada, a sua componente variável, é legítimo que ainda assim ali se estabeleça o valor de referência para a taxa dos 75%?
E porquê 75% e não 100%, ou 95, ou até 78? Apenas por ser uma cifra redonda?
Quando do debate parlamentar da semana passada, em resposta a perguntas certeiras de Francisco Louçã, Sócrates foi ao ponto de confundir vencimento bruto com vencimento líquido. Hoje, de facto, aplica-se uma taxa de 65% mas sobre o vencimento bruto ponderado, creio que aos últimos 12 meses de actividade do subsidiando.
Eu fico na dúvida: baralhou-se de facto Sócrates, não sabe, ou quis simplesmente manipular?
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