3.5.10

Sócrates a brincar com as vítimas da crise

José Sócrates só pode estar a brincar com quem é vítima da crise, quando decidiu limitar o montante a atribuir dos subsídios de desemprego a 75% do último vencimento líquido auferido pelo desempregado.
Por que critério é esta decisão justa? Moral?
Por exemplo, se alguém tiver tido um vencimento declinante, por ter cessado ou diminuído, sem responsabilidade pessoal provada, a sua componente variável, é legítimo que ainda assim ali se estabeleça o valor de referência para a taxa dos 75%?
E porquê 75% e não 100%, ou 95, ou até 78? Apenas por ser uma cifra redonda?

Quando do debate parlamentar da semana passada, em resposta a perguntas certeiras de Francisco Louçã, Sócrates foi ao ponto de confundir vencimento bruto com vencimento líquido. Hoje, de facto, aplica-se uma taxa de 65% mas sobre o vencimento bruto ponderado, creio que aos últimos 12 meses de actividade do subsidiando.
Eu fico na dúvida: baralhou-se de facto Sócrates, não sabe, ou quis simplesmente manipular?