4.4.10
a morte de uma era na África do Sul
Goste-se ou não da ideia, há mesmo homens que o mundo bem dispensaria que tivessem nascido. Eugene Terreblanche era um desses.
Eugene não era um político qualquer. Ele personificou sempre o ódio racial que durante décadas se institucionalizou na África do Sul, continuando o apartheid enquanto doutrina já depois do seu óbito político.
Pois parece que ontem 2 seus empregados se cansaram dos salários em atraso na sua quinta e ditaram o fim físico deste homem de ideias tão anacrónicas.
Podem agora os "afrikaner" (seus correlegionários) retaliar, pode o processo democrático soluçar, mas algo é certo: com a morte de Terreblanche há um símbolo das trevas que desaparece da sociedade sul-africana.
Quem conseguirá chorar esta morte?
