4.4.10

as tuas, as minhas e todas as outras corrupçõezitas

José Sócrates e, por arrastamento, o PS, bem como todos os cavaquistas que gravitaram em torno do BPN e do BPP, e ainda os portistas e demais que influenciaram decisões de submarinos, reservas ecológicas, casinos e companhia, mais os seus supostos apaniguados do BES, toda esta gente anda nas bocas de meio mundo como suspeitos de terem metido a mão na massa, ou ao menos encaminhado a massa em que meteram a mão para os seus partidos.
O panorama que se vai desenhando é o de um país de corruptos. E lá vem a célebre frase de Cavaco Silva um dia no parlamento, dirigindo-se ao líder da oposição Guterres, salvo erro em 1994: "Portugal não é um país de corruptos".
Exagerava então o professor, pois está visto que Portugal é mesmo o contrário do que Aníbal pensava.
Só que a corrupção pode ter hoje outros nomes, mais "aggiornatos".
"Desculpe, eu não fui corrompido. Prestei sim serviços de consultadoria. Até tenho contrato"
É que se falamos de consultadoria ficamos logo todos mais descansados.

O António Mexia da EDP, o Ferreira de Oliveira da Galp e o Zeinal Bava da PT ganharam cada um mais de 1 milhão de euros em 2009.
E eu nem sei já bem o que chamar a "honorários" destes. Será esta outra forma de corrupção? A lei diz que não. Já a moral...