21.2.10

Sócrates e a missão de um partido social-democrata moderno

Seria bom que fosse para todos claro, a começar pelo próprio PS, que o país não está condenado a ter Sócrates por primeiro-ministro.
Como tantas vezes sucede em empresas, a bem da credibilidade e da eficácia das organizações (e um Governo é uma organização como outras), não seria de excluir que ao país e ao PS fosse benéfico que houvesse mudança de primeiro-ministro.
O grande problema é que isso mesmo já se poderia dizer em Setembro, quando o país votou maioritariamente no PS e em José Sócrates.
Dos 10 "casos" obscuros a que ligamos e os media ligam o lider socialista, uns 9 já existiam então e o país não quis saber. Retiro daqui que Sócrates é inamovível só porque surgiu mais um "caso"? Não. Concluo apenas que é patético fazê-lo e que cabe somente ao PS decidir se a continuidade do actual primeiro-ministro, nas actuais condições - mesmo que se trate de uma campanha o tal rol de 10 "casos" - em funções não prejudica mais do que ajuda aquilo que ao PS mais deverá interessar, que é o cumprimento da sua missão e da sua agenda de partido social-democrata europeu do século XXI.
E eu acho que sim, e que, apenas por isso, Sócrates deveria sair.